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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

"A Lagoa da Pampulha está sendo mutilada", afirma Procuradora do Ministério Público de Contas de MG


A declaração ocorreu durante reunião da CPI que investiga a execução de contratos milionários que não resolvem o problema de poluição da lagoa

Nesta terça-feira, 4 de fevereiro, aconteceu a 3ª reunião da CPI da Lagoa da Pampulha. A comissão recebeu a Dra. Maria Cecília Borges, procuradora do Ministério Público de Contas de Minas Gerais, e Dr. Fernando Galvão, que foi promotor do patrimônio cultural do Ministério Público de Minas Gerais.

Maria Cecília Borges atua há quase três anos investigando as licitações e contratos firmados pela prefeitura de BH para a recuperação da Lagoa da Pampulha. Em sua explicação sobre todo este processo, afirmou que a Lagoa da Pampulha está sendo mutilada. A lagoa, que é protegida como patrimônio cultural da humanidade e tem tombamento municipal, estadual e federal, não é preservada a contento. Os problemas não são corrigidos e contratos milionários já vem sendo executados há anos. “A grande parte dos problemas da lagoa está no lado oeste. É por lá que chega 70% dos poluentes. Porém, temos percebido que os contratos firmados para a dita limpeza da lagoa são ineficientes e não trazem economicidade”.

A procuradora do Ministério Público de Contas mostrou que seis dos oito córregos que deságuam na lagoa trazendo sedimentos estão no lado oeste. Em face disso duas enseadas já estão totalmente assoreadas e desconfiguraram a Lagoa da Pampulha. Uma onde hoje existe o Parque Ecológico da Pampulha e outra em frente a entrada do Zoológico de Belo Horizonte.

Segundo Maria Cecília Borges, a Lagoa da Pampulha se coloca como um problema complexo, mas que tem solução. “Nós já recomendamos a prefeitura que utilizasse formas e técnicas que realmente funcionem. Orla, espelho d'água, paisagismo e monumentos são protegidos por tombamento e a prefeitura não se dá conta de que os contratos de desassoreamento, tratamento de esgoto e recolhimento de resíduos sólidos da superfície são distintos, porém interligados. O que percebemos é que existe ali um ciclo vicioso e articulado. Os contratos que serviriam para tratar a lagoa na verdade estão a prejudicando ainda mais devido a forma que os serviços são realizados”.

Durante a exibição do relatório fica visível a instalação de diques na enseada da AABB e estradas de serviço por onde caminhões trafegam levando sedimentos retirados do fundo da lagoa.

PATRIMÔNIO CULTURAL

Quem também colaborou com informações à CPI foi Fernando Galvão, que atuou na promotoria do patrimônio cultural do Ministério Público de Minas Gerais. Ele afirmou que existem muitos interesses envolvidos e isso causa certo assombro. “Deixei a promotoria em 2016 a situação atual é assustadora. O que a gente vê é uma mudança drástica na lagoa. As ações realizadas não foram eficientes e a degradação está em ritmo acelerado”.

De acordo com Fernando o alto investimento do dinheiro público que está sendo aplicado na despoluição da Lagoa da Pampulha é apenas um paliativo. “Não está corrigindo o problema. O que está acontecendo na lagoa não é natural do meio ambiente. É uma ação concreta do ser humano”. Ele finaliza dizendo que “temos o reconhecimento mundial daquele conjunto arquitetônico, contudo estamos mostrando a nossa incapacidade de cuidar do que é nosso”. 

RESPOSTA PARA A SOCIEDADE

O vereador Professor Juliano Lopes, presidente da CPI, destaca a importância da parceria entre a Câmara Municipal e o Ministério Público de Contas na cooperação dos trabalhos da comissão. “Foi muito importante a presença da procuradora Dra. Maria Cecília Borges. Ela já está acompanhando este processo da Lagoa da Pampulha há três anos e revelou para nós a má prestação de serviço da PBH e das empresas prestadoras de serviço já com os contratos em andamento. Essa CPI tem o papel de investigar esses contratos e vamos investigar a todos, doa a quem doer. A população de BH não ficará sem resposta”.

Para o vereador Braulio Lara, relator da CPI da Lagoa da Pampulha, são graves os indícios trazidos pela promotora. “Tudo precisa ser apurado com bastante afinco. São contratos para desassorear a lagoa, tratar sua água e recolhimento de resíduos que boiam no espelho d’água. São problemas acumulados com contratos interligados e infelizmente o que vemos são processos que não levam à solução do problema e sim à perpetuação dos problemas em prol de contratos milionários”, finaliza.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de BH Biênio 23-24

 


Estes são os vereadores eleitos para a Mesa Diretora no biênio 2023-2024 da Câmara Municipal de Belo Horizonte:

Presidente: Gabriel Azevedo
1º vice-presidente: Professor Juliano Lopes
2º vice-presidente: Wesley
Secretária-Geral: Marcela Trópia
Ciro 1º secretário: Ciro Pereira
2ª secretária: Flávia Borja

Estou muito feliz com o resultado da eleição.

Em 2023 assumirei a Ouvidoria e meu colega Marcos Crispim a Corregedoria da Câmara de BH.

Vamos ao trabalho.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Projeto para ACABAR com cabos e fios partidos é APROVADO por unanimidade

 MAIS UMA VITÓRIA

Com 39 votos sim, unanimidade entre os vereadores que votaram a matéria, o plenário da Câmara Municipal de BH aprovou em segundo turno, nesta quinta-feira, 12/05, o Projeto de Lei 137/2021, de autoria do Vereador Braulio Lara (Novo), que determina que operadoras de telecomunicações e energia elétrica devem remover equipamento ou fiação aérea quando ficarem excedentes, inutilizados ou sem uso em Belo Horizonte. O objetivo principal do projeto é melhorar a segurança e reduzir a poluição visual na capital mineira. "Queremos acabar com os cabos soltos e pendurados nos postes, bem como fios caídos nas calçadas e já inutilizados. Tal situação incomoda bastante a população, além de trazer perigo para quem transita nestes locais", diz o parlamentar. A responsabilidade pela retirada ficará a cargo da empresa de energia ou telecomunicações responsável, sem a cobrança de nenhuma tarifa para consumidores ou o poder público. Caso a medida seja descumprida, ainda poderá ser cobrada multa e aplicada infração grave. Agora, o PL segue para a sanção ou veto do prefeito Fuad Noman.


segunda-feira, 7 de março de 2022

Reinauguração do Plenário Amynthas de Barros

Hoje aconteceu a reinauguração do plenário principal da Câmara Municipal de BH, o Amynthas de Barros.

Com a conclusão de sua reforma, o espaço passou a respeitar normas de acessibilidade, com projeto adaptado para pessoas com deficiência e passa a atender ao conceito de desenho universal, previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência.

O plenário também ganhou as condições adequadas para garantir segurança e autonomia a indivíduos com limitações de locomoção, como cadeirantes, idosos e grávidas, bem como às pessoas com deficiência visual que precisam transitar pelo local.

Entre as adaptações realizadas estão rebaixamento da mesa, criação e adequação de rampas, instalação de piso tátil, sinalização em libras e banheiro acessível.

Também foi criado um platô para pessoas com mobilidade reduzida na galeria, garantindo melhor visibilidade, de um banheiro acessível e de um espaço para cão guia na área comum aos vereadores. Foram adaptadas as escadas que dão acesso ao Plenário pelo hall, com modificações como piso tátil e sinalização em braile para pessoas com deficiência visual.

Agora o espaço está mais democrático e acessível.

Parabéns!












quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Quais modais se aplicam para BH?

MagLev e metrô de superfície/subterrâneo estarão em debate na Câmara de vereadores. 



Dentro do tema "Mobilidade BH", as questões que envolvem os contextos modais e as infraestruturas dos sistemas de transporte existentes serão pontuadas por especialistas em audiência pública nesta quinta-feira, 28 de outubro, a partir das 13h30, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A população pode participar do debate enviando perguntas, comentários e sugestões por meio de formulário eletrônico.

Esta é a primeira reunião de uma sequência de audiências públicas que também discutirão metrô em malha viária aérea, veículo leve sobre trilhos (VLT), monotrilho, dentre outros. São discussões profundas e abrangentes sobre novos modais de transportes que poderão melhorar a mobilidade em nossa cidade. 

Relator do GTMobilidade BH, Braulio afirma que “é preciso avaliar questões como a possível expansão do metrô com a implantação de novas linhas e a viabilidade da inclusão de outros modais no sistema” de transporte da capital.

Foram convidados para participar do debate a assessora da Subsecretaria Estadual de Transporte e Mobilidade, Joana Campos Brasil; o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFRJ, Richard Stephan; e os sócios da MagLev Company Brazil -Soluções Inteligentes, professor da Universidade Federal de Santa Catarina Rogério Lacerda e o engenheiro mecânico, Felipe Costa.

Para acompanhar a reunião basta acessar o site https://www.cmbh.mg.gov.br/comunicacao/tv-camara/ao-vivo-2 e clicar em “Assista” Plenário Camil Caram.

Participe com a gente!

Iniciativas para melhorar mobilidade urbana serão debatidas

Expansão do metrô e inclusão de outros modais de transporte serão consideradas em debate que ocorrerá no dia 28 de outubro, quinta-feira, às 13h30

Os contextos modais e as infraestruturas dos sistemas de transporte existentes na cidade serão debatidos em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário às 13h30 desta quinta-feira (28/10), no Plenário Camil Caram. O requerimento, assinado por Braulio Lara (Novo), tem como objetivo debater o tema que está incluído no rol de estudos do Grupo de Trabalho (GT) Mobilidade BH. A população pode participar do debate enviando perguntas, comentários e sugestões por meio de formulário eletrônico.

Relator do GT Mobilidade BH, Braulio afirma que “é preciso avaliar questões como a possível expansão do metrô com a implantação de novas linhas e a viabilidade da inclusão de outros modais no sistema” de transporte da capital.

Segundo as diretrizes da Política Municipal de Mobilidade Urbana (PMMU) de BH, pedestres e modos de transportes não motorizados devem ter prioridade sobre os motorizados; assim como os serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado. A proposta é investir em calçadas, travessias e ciclovias, bem como adequar tempo semafórico e garantir a acessibilidade, entre outros.

Além de estimular o uso de combustíveis renováveis e menos poluentes e possibilitar a integração dos diversos meios de transporte, também estão entre as diretrizes da PMMU melhorar a qualidade do transporte coletivo e desestimular a utilização do transporte individual por automóvel priorizando projetos de transporte público coletivo estruturadores do território e indutores do desenvolvimento urbano integrado.

Foram convidados para participar do debate a assessora da Subsecretaria Estadual de Transporte e Mobilidade, Joana Campos Brasil; o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFRJ, Richard Stephan; e os sócios da MagLev Company Brazil -Soluções Inteligentes, professor da Universidade Federal de Santa Catarina Rogério Lacerda e o engenheiro mecânico, Felipe Costa.

Fonte: Superintendência de Comunicação Institucional da CMBH

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Joel Jorge Pasqualin, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros - SETRABH

 24ª Reunião - Comissão Parlamentar de Inquérito: Covid-19

Data: 30/09/2021
Assunto: Oitiva - Finalidade: Intimar o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros - SETRABH, Sr. Joel Jorge Pasqualin, para prestar informações, pessoalmente, de forma virtual ou presencial.