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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Comércio de Belo Horizonte poderá reabrir a partir de quinta-feira, dia 22 de abril

    


    O prefeito Alexandre Kalil anunciou nesta segunda-feira, 19 de abril, que Belo Horizonte poderá reabrir diversos setores do comércio a partir de quinta-feira, 22 de abril. A decisão tem aval do comitê de enfrentamento à pandemia de covid-19 em BH e ocorre em meio à melhora dos indicadores na capital mineira. O comitê é composto pelo secretário municipal de saúde, Jackson Machado, e os infectologistas Unaí Tupinambás, Estevão Urbano e Carlos Starling.

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE?

-Restaurantes e bares só podem reabrir das 11h às 16h de segunda a sábado, com venda de bebida alcoólica liberada.

-Shoppings estão autorizados a funcionar das 10h às 21h.

-Salões de beleza, clínicas de estética e academias podem funcionar até 24 horas, mediante agendamento prévio.

-Pistas de caminhadas e praças também serão reabertas.

-Comércio varejista e material de construções das 7h às 21h.

-Restante do comércio não essencial de segunda-feira a sábado das 9h às 20h.

-Comércio atacadista não essencial das 5h às 17h.

-Escolas infantis voltarão a partir de 26 de abril (alunos de 0 a 5 anos e oito meses).

-Não retornam: feiras de rua, clubes, museus, galerias de artes, teatros, cinemas, parques de diversão e parques temáticos.

-No domingo será permitido apenas o serviço de delivery e drive-thru.

RELEMBRE OS FECHAMENTOS EM BH NO ÚLTIMO ANO

Primeiro fechamento: 20 de março a 25 de maio de 2020
Apenas serviços essenciais, como farmácias, clínicas e hospitais, puderam funcionar no período. Atividades administrativas essenciais e estabelecimentos ligados à manutenção de equipamentos e infraestrutura também ficaram liberadas.

Segundo fechamento: 29 de junho a 6 de agosto de 2020
Após duas fases de flexibilização de algumas atividades comerciais, cidade voltou a ter restrições por conta do aumento da transmissão.

Terceiro fechamento: 11 de janeiro a 31 de janeiro de 2021
A prefeitura permitiu que parques e praças continuassem abertos.

Quarto fechamento: 6 de março até 22 de abril

Inicialmente, foram consideradas as mesmas atividades essenciais do primeiro decreto, e a prefeitura impediu a realização de cultos e missas. Parques e praças também foram fechados. Durante um período, também foi implementado o toque de recolher das 20h às 5h, em função da adesão a Onda Roxa promovida pelo governo estadual.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Desse jeito vai ferrar tudo...

    Tragédias anunciadas. Foi com esta frase que o Vereador Braulio Lara definiu a atual situação de Belo Horizonte perante aos seguidos lockdowns que a prefeitura vem fazendo na cidade. Sua manifestação se deu após ter sido protocolado na Câmara Municipal de BH um projeto de lei que pretende instituir uma renda emergencial no município.

    Segundo o vereador, as pessoas querem trabalhar e levar para suas casas o sustento que é fruto do seu trabalho e de sua dignidade. “A prefeitura estrangulou a capacidade produtiva da nossa cidade e dos trabalhadores. Agora os efeitos colaterais são esses: gente sem emprego e sem renda, famílias desestruturadas e empresas quebradas”, disse.

    Braulio lembrou que se o executivo não começar a trabalhar a reabertura da cidade sobre a perspectiva da pandemia, com protocolos para cada setor produtivo, vai chegar um ponto que não será mais possível o pagamento dos impostos e por consequência a prefeitura manter a sua estrutura e de toda cidade. “Existem pessoas que acham que o dinheiro público é infinito e que dá em árvore, mas sabemos que não é assim que funciona. Precisamos ter responsabilidade com toda estrutura econômica da nossa cidade”, finalizou.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Não existe um lockdown infinito

    O Vereador Braulio Lara usou seu tempo em plenário, na reunião dessa quarta-feira, 14 de abril, para rebater uma reportagem do jornal Estado de Minas que informa: “Vereadores pedem para Kalil decretar lockdown em BH”.

    Na verdade, quem fez este pedido foi a Comissão Executiva do Diretório Municipal do PT da qual os dois vereadores do partido fazem parte.

    Esta generalização é muito perigosa. A forma que foi colocada na reportagem leva a uma interpretação errada de que todos os parlamentares pediram ao prefeito o fechamento da cidade e isto não é verdade.

    Braulio Lara afirmou que não adianta pensar em manter um lockdown infinito, pois esta não é a realidade da população. “As pessoas já gastaram suas reservas financeiras. São economias de uma vida e que agora não tem mais para onde correr. É matar um leão a cada dia para levar o sustento para a família”.

    O vereador disse que não compactua com as posições extremistas do comitê de enfrentamento à Covid da prefeitura de BH e lembrou que a capital mineira é uma das cidades do Brasil que mais ficaram fechadas durante a pandemia.

    “Se formos para a linha de matar o paciente com uma dose forte de remédio, com toda certeza o efeito colateral será pior. O comércio de modo geral e os prestadores de serviço desta cidade já estão jogando a toalha e não sabem para onde caminhar”, desabafou Braulio Lara. 

sexta-feira, 12 de março de 2021

Alexandre Kalil anuncia medidas mais duras para BH e diz que fiscalização será "implacável"

    O prefeito Kalil anunciou outras nove medidas restritivas da atividade comercial de BH em coletiva concedida nesta sexta-feira, dia 12 de março. De acordo com o chefe do Executivo municipal, duas medidas já estão proibidas a partir deste sábado, 13 de março. Outras sete na segunda, dia 15 de março.

Confira as novas medidas anunciadas pela PBH:
1) Fechamento de parques, praças e pistas de caminhada a partir deste sábado (13/3)
2) Proibição do varejo da construção civil e cursos de língua estrangeira, arte e dança a partir de segunda (15/3)
3) Aglomerações coibidas 4) Proibição dos carros de lanche a partir desta segunda
6) Restaurantes só podem vender via delivery, com portas fechadas a partir desta segunda
5) Proibição dos cultos religiosos com templo aberto a partir desta segunda
8) Fiscalização mais rígida por meio da PM, fiscais e GMBH
7) Lojas de conveniência dos postos de combustíveis apenas de segunda a sexta, até 18h, a partir desta segunda 9) Estudo para suspensão de atividades de serviços em prédios comerciais.

As imagens são da Prefeitura de BH.
  

quinta-feira, 11 de março de 2021

Mais diálogo, mais participação

    O Vereador Braulio Lara tem se posicionado contra o lockdown em Belo Horizonte. Segundo o parlamentar existem outras formas de contornar o fechamento da cidade e estas soluções devem ser construídas com diálogo.

    “Acho extremamente complicado você chegar numa sexta-feira a tarde e receber a notícia de um fechamento, sendo que dois dias antes a posição do Comitê Covid para PBH era outra. Temos que ter atenção aos detalhes e aos números. As autoridades têm que alertar os cidadãos e trabalhadores desta cidade, pois as coisas não estão claras. Os números devem ser passados”, sugere Braulio.

    Grande parte dos vereadores de Belo Horizonte querem ser ouvidos nesta questão. “Temos muito a dizer e a acrescentar. A população está diretamente em contato conosco e nos traz diversas contribuições. Temos uma comissão de estudos de enfrentamento à Covid-19 dentro da Câmara de BH que não é ouvida pelo executivo. Será que não está na hora do comitê formado pela prefeitura receber outros profissionais que também entendem do assunto?”, questiona Braulio Lara.

segunda-feira, 8 de março de 2021

Braulio Lara parabeniza as mulheres pelo seu dia e fala sobre o novo fechamento da cidade

    Na reunião plenária desta segunda-feira, dia 08 de março, o Vereador Braulio Lara homenageou as mulheres pelo seu dia. “A Câmara de BH está em uma nova fase, com mais mulheres e mais participação popular. Parabenizo todas as mulheres, principalmente as da bancada do Novo”, disse.

    Em um segundo momento o parlamentar citou o novo fechamento da cidade, decretado na última sexta-feira, dia 05 de março. “Acho extremamente complicado você chegar numa sexta-feira a tarde e receber a notícia de um fechamento e sendo que dois dias antes a posição do Comitê Covid era outra. Temos que ter atenção aos detalhes e aos números. As autoridades têm que alertar os cidadãos e trabalhadores desta cidade, pois as coisas não estão claras. Os números devem ser passados”, disse Braulio.

    Já é consenso entre os vereadores da capital que a prefeitura tem que ouvir os parlamentares. “Temos muito a dizer e a acrescentar. A população está diretamente em contato conosco e nos traz diversas contribuições. Temos uma comissão de estudos de enfrentamento à Covid-19 dentro da Câmara de BH que não é ouvida pelo executivo. Será que não está na hora do comitê formado pela prefeitura de receber outros profissionais que também entendem do assunto?”, indagou Braulio Lara.

Confira o vídeo.

sábado, 6 de março de 2021

sexta-feira, 5 de março de 2021

Alexandre Kalil anuncia mais um lockdown em Belo Horizonte

    Nesta sexta-feira, dia 5 de março, o prefeito de BH, Alexandre Kalil, anunciou mais um lockdown na cidade por tempo indeterminado.

    Confira o vídeo com imagens geradas pelo Jornal O Tempo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Braulio Lara assina Projeto de Resolução que suspende decreto da PBH

    O vereador Braulio Lara, junto de demais cinco parlamentares, apresentamos na tarde desta quinta-feira, 21 de janeiro, um Projeto de Resolução que suspende o decreto da PBH que fechou, sem diálogo com a sociedade, o comércio de nossa cidade.

    Braulio tem batido na tecla de que saúde e economia conseguem perfeitamente andar lado a lado. "É necessário fazer uma gestão mais eficaz. Lockdown é uma medida extrema. E além disso, a forma do decreto possui ilegalidades e que precisam ser discutidas", afirma o vereador.

    Segundo o parlamentar a pandemia é real e todo cuidado é necessário. "Mas precisamos preservar os empregos da cidade e retomar as atividades econômicas", finaliza Braulio. 

Assinam o Projeto de Resolução os vereadores Fernanda Pereira Altoé, 
Nikolas Ferreira, Marcela Trópia, Ciro Pereira, Flávia Borja e Braulio Lara

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Kalil decreta fechamento da cidade e vereador Braulio Lara sugere diálogo

    Na manhã desta segunda feira, 11 de janeiro, empresários, comerciantes e funcionários de lojas de Belo Horizonte se reuniram em frente à sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, para protestar contra o decreto de fechamento das atividades não essenciais na cidade.



       O vereador Braulio Lara esteve presente e é contra o fechamento da cidade sem um diálogo com a sociedade. "Vamos trabalhar pela volta imediata do comércio. A população tem que trabalhar e a prefeitura tem que explicar o porquê de ter reduzido os leitos de UTI Covid", disse.

    O parlamentar apontou que não pode fazer um lockdown em Belo Horizonte alegando alegando falta de leitos. "Que voltem os leitos retirados e mantenha a cidade funcionando com os protocolos de segurança. O comitê de crise da PBH precisa incluir mais entidades da representação do setor produtivo e comércio, do parlamento municipal e também da saúde privada. Temos que estabelecer um diálogo construtivo", ponderou Braulio.

    Lockdown não resolve. Saúde e economia têm que andar juntas! Lockdown é retirar trabalho e empregos da nossa cidade, que já está com sua economia fragilizada. As pessoas querem trabalhar de forma justa e segura!



      O jornal Estado de Minas publicou reportagem informando quais vereadores se posicionaram sobre o novo fechamento do comércio. Leia a matéria no link abaixo:


domingo, 10 de janeiro de 2021

BH não precisa de um novo lockdown e sim de gestão da estrutura de leitos na saúde municipal

Lockdown é uma medida extrema. Não é essa a situação de Belo Horizonte. O que é preciso fazer é gerir e garantir à cidade uma estrutura de saúde mínima para mantê-la aberta em funcionamento. Afinal, não podemos quebrar a economia que já ficou extremamente fragilizada durante a pandemia.

sábado, 9 de janeiro de 2021

Comitê de enfrentamento à Covid-19 apresenta argumentos insuficientes para lockdown

    O Decreto 17.523/21 foi publicado hoje fechando o comércio a partir de segunda-feira dia 11/1.

    Entendo que os argumentos postos pelo prefeito Kalil, junto com seu comitê de enfrentamento à Covid, são insuficientes para este lockdown. Sugiro ao prefeito que reveja sua posição e chame um diálogo ampliado.
    Sou contra o fechamento da cidade da forma que está sendo feita. As decisões são unilaterais, sem ponderação a partir de diálogo com entidades de classe do setor produtivo, com a sociedade ampla, com o setor de saúde privado e com o poder legislativo municipal. Além disso é necessário incluir na discussão os prefeitos das cidades que formam o colar metropolitano. Afinal, Belo Horizonte não pode se portar como uma ilha.
    O lockdown coloca em risco a já fragilizada economia da cidade, a qual é responsável por inclusive custear a própria saúde por meio dos impostos.
Empresas quebradas significam menos empregos e impossibilidade de trabalhadores tirarem seu sustento.
    Nossa equipe já está trabalhando nos números apresentados pela prefeitura e ao longo deste final de semana apresentarei mais informações que comprovam que este lockdown deve ser revisto.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

O dilema da quarentena - Artigo Jornal - ABR/2020


O dilema da quarentena

Em várias entrevistas das autoridades de saúde, durante a pandemia, foi usada a seguinte frase: “uma quarentena bem sucedida pode parecer não ter sido necessária”. O objetivo principal de se fazer a quarentena é bloquear ou dificultar a propagação do vírus. No entanto, o bloqueio das atividades traz, também, o problema econômico. Sendo assim, não tem como evitar a discussão sobre o que fazer para dosar as medidas.

Belo Horizonte está há pouco mais de 40 dias com seu comércio fechado e permitindo apenas o funcionamento de atividades essenciais. A medida foi muito importante para passar pela primeira fase da pandemia. Foi necessário esse tempo para entender melhor o vírus, colecionar dados para fundamentar análises e equipar a estrutura do sistema de saúde. Nesse período, coletamos bons resultados: baixo índice de mortes (17 óbitos registrados até o dia da publicação), hospitais preparados e com capacidade disponível e engajamento da população nas medidas de segurança e higiene.

A tendência é que conviveremos com o vírus por muito tempo. A curva de contaminação não vai parar de avançar até que grande parte da sociedade se torne imunizada, tendo recebido o vírus pelo menos uma vez. Ou seja, temos que avançar retardando ao máximo a propagação do vírus.

No entanto, o tempo está passando e é preciso enxergar uma direção para trabalhar a saída do isolamento. As pessoas estão perdendo suas fontes de renda. E quando a classe empresarial se manifesta em prol de flexibilização, não pode ser rotulada como insensível aos problemas de saúde. Tenho certeza que ninguém está pensando em ganhos, mas sim em sobrevivência. As empresas, principalmente as pequenas, são as maiores responsáveis por manter a renda de muitos trabalhadores.

As autoridades de saúde afirmam que não há segurança para se abrir o comércio agora, porém não apresentam quais seriam os indicadores de monitoramento, para se formar um cenário que subsidie a decisão da saída do bloqueio. Critérios técnicos são citados com frequência. Contudo, quais são os critérios? Esperar o noticiário parar de falar que em outros cantos do mundo morrem pessoas diariamente? Esperar declarações de prefeitos anunciando abertura de covas aterrorizando a população?

Já é hora de um debate franco e honesto para se estruturar o planejamento de retomada das atividades. O resultado positivo, obtido até aqui, envolveu sacrifício de todos e pode muito bem ser mantido se cada um fizer sua parte. Ninguém quer um colapso no sistema de saúde e muito menos a perda de vidas. Mas a inércia pode destruir muitas famílias que não terão, em breve, de onde tirar o seu sustento. Precisamos que as autoridades confiem mais nas pessoas e permitam que voltem ao seu trabalho com cautela, responsabilidade e seguindo um protocolo de segurança a ser pactuado.

Braulio Lara
Empresário e Morador do Buritis – 39 anos; Professor do Curso de Engenharia Civil da UNI-BH; Mestre em Ciência da Computação pela UFMG; Pós Graduado em Gestão de Custos e Controladoria pela UNI-BH; Bacharel em Ciência da Computação pela UNI-BH; Técnico em Eletromecânica pelo CEFET-MG; Corretor de Imóveis registrado no CRECI (Diretor da SOLIMOB Netimóveis);
Artigo publicado no jornal Folha Buritis em 30/04/2020

terça-feira, 31 de março de 2020

CTI Empresarial e o desemprego - Artigo Jornal - MAR/2020


CTI Empresarial e o desemprego

Veio a primeira onda. Houve medo. Medidas drásticas. Isolamento. A ameaça não poderia se proliferar tão rapidamente. Precisava-se de tempo. Risco de colapso. Demos conta. Furamos a onda. Mas quando voltamos à tona, vinha a segunda onda.

Muitos pensaram que somente havia a primeira, pois pela sua altura, perdeu-se a referência da linha do horizonte. Mas tinha outra, tão grande que assustou mais ainda. Ainda bem que muitos já tinham percebido que haveria essa também. E tentaram tomar providências antecipadas, mesmo quando poucos percebiam ou aceitavam.

Então, hospitais de campanha foram criados para tratar dos pacientes empresariais. Uns pequenos, outros grandes. Uns informais outros não. Uns com expressivas folhas de pagamento. Outros com apenas o próprio dono responsável por tirar daquela microempresa o seu sustento e de sua família.

No CTI, ventiladores mecânicos tentavam dar a sobrevida para permitir que aquelas firmas hospitalizadas tivessem como respirar. Precisavam de crédito para absorver os prejuízos acumulados mensalmente pela falta de oxigênio oriunda da queda de faturamento. Os clientes que estavam no ar, não compravam, pois no ar havia uma possibilidade invisível de contaminação, anestesiando o mercado.

Algumas muito debilitadas tiveram que ir para a sala de cirurgias. Tiveram que amputar braços e pernas. Alguns órgãos foram removidos e com isso muitos empregos tiveram que ser eliminados. Mas era a única chance de sobreviver, pois assim, poderiam tentar pelo menos diminuir os custos que mantinham o corpo vivo.

O cenário era catastrófico. Todos os dias, muitas empresas saíam mortas do hospital. Todas as poupanças ficaram pelo caminho tentando dar sobrevida ao negócio. E sem nenhum dinheiro, muitas endividadas, as pessoas não sabiam como fariam para colocar o alimento dentro de suas casas. Famílias choravam sem saber o que fazer ao ver sua fonte de sustento sumir trazendo incerteza, angústia e desespero.

Aquelas que ficaram em pé tentaram entrar em programas de assistência de um Estado também quebrado. No entanto, não podiam se beneficiar, pois todas as suas certidões estavam com apontamentos restritivos. Mesmo tendo alta do hospital, sem nenhuma reserva financeira, não conseguiriam mais andar pelos mesmos mercados. Sua estrutura definhou e agora, para adquirir novamente seu vigor, teriam que se sujeitar aos elevados juros das pseudo linhas de crédito para fomento e desenvolvimento.

Já acordado, pensei: será apenas um pesadelo? Para alguns esse texto não fará sentido. Mas é realidade para muitos, letrados ou não, que vivem empresas de todo porte. As necessidades de ação nesse momento exigem ponderação e união. Muitos insistem em pensar que existe apenas uma onda. Mas existem duas. E por isso é hora de refletir, dialogar e assim conjuntamente apontar as melhores saídas para esse momento tão difícil da nossa história. Com fé, paciência e muito trabalho, vamos sair dessa! Que Deus abençoe a todos!


Braulio Lara
Empresário e Morador do Bairro Buritis (Belo Horizonte/MG) – 38 anos; Professor do Curso de Engenharia Civil da UNI-BH; Mestre em Ciência da Computação pela UFMG; Pós Graduado em Gestão de Custos e Controladoria pela UNI-BH; Bacharel em Ciência da Computação pela UNI-BH; Técnico em Eletromecânica pelo CEFET-MG; Corretor de Imóveis registrado no CRECI (Diretor da SOLIMOB Netimóveis);

Artigo publicado no jornal Folha Buritis em 31/03/2020