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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Comissão para modernização do Código de Edificações encerra trabalhos e apresenta 7 projetos de melhoria da Lei


Nessa sexta-feira, 21 de junho, foi apresentado o relatório final da comissão especial de estudos para a modernização do código de edificações de Belo Horizonte (Lei 9.725/2009). 

Segundo o presidente, vereador Braulio Lara,  foi um passo importante para colocar luz em uma legislação que foi ficando desatualizada, além de trazer burocracias que acabam inibindo o desenvolvimento do segmento imobiliário em BH e levando os investimentos para a Região Metropolitana. 

Após diversas reuniões e pedidos de informação para a PBH, os trabalhos foram encerrados e sete Projetos de Lei apresentados para tramitar na Câmara de Vereadores. 

As propostas enviadas por arquitetos, urbanistas, engenheiros, incorporadores e corretores de imóveis foram incorporadas nas proposições de alteração da Lei 9.725/2009 para torná-la menos burocrática e mais adequada à realidade.

Síntese dos projetos:

1 - O Poder Público só poderá questionar o projeto arquitetônico apresentado caso haja alguma desconformidade com a Lei. Isso elimina a subjetividade da análise da proposta e traz segurança jurídica aos empreendedores.

2 -  Decorrido o prazo do executivo para análise do projeto, o proprietário não mais precisa notificar o Secretário para aprovar ou indeferir o projeto. Agora, é uma obrigação do Secretário dar a resposta, independente de provocação.

3 - Não faz sentido considerar a Planta CP se as medições apuradas no local mostrarem divergência. Agora, com o Projeto apresentado, a prefeitura deverá considerar o valor real e atualizar a Planta CP, que está completamente defasada.

4 - As áreas para uso de guarda de material, armário, cabine de gás e abrigo de animais não terão limitação de altura, proporcionando ambientes mais adequados sem prejuízo para o construtor.

5 - As edificações destinadas ao uso residencial multifamiliar não precisam mais ter ambiente de preparo de alimentos. Ainda, a "área de serviço" foi retirada do texto, adequando a legislação à nova realidade do mercado.

6 - Altera a legislação para permitir que banheiros possam ter iluminação e ventilação artificiais. Tal como em hotéis e shoppings, já existem soluções para sanitários sem que haja obrigatoriedade de janela para a rua e ventilação natural.

7 - Altera o anexo para adequar a legislação sobre os banheiros, na linha do projeto 6. Essa demanda permite maior flexibilidade para o empreendedor.

Próximos passos

Mesmo com o encerramento das reuniões, os Projetos de Lei irão tramitar na Câmara passando por todo o rito legislativo e votados no plenário em primeiro e segundo turno. O canal de comunicação com estes setores permanecerá aberto, e novas propostas poderão ser colocadas futuramente. O importante é manter o amplo diálogo com a sociedade e evoluir a legislação para melhorar Belo Horizonte.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

BILHETAGEM INDEPENDENTE NO TRANSPORTE PÚBLICO POR ÔNIBUS


Ao longo dos últimos meses nosso mandato tem discutido novos modelos, ideias e possíveis soluções para o transporte público. Estamos pensando diferente e sugerindo inovações para a mobilidade em BH.

Uma delas é a BILHETAGEM INDEPENDENTE, que é pilar fundamental para que o sistema entre nos eixos. Com ela é possível trabalhar integrações e políticas tarifárias específicas em prol da otimização do sistema.
A Bilhetagem Independente é responsável pela arrecadação de recursos para custear o novo modelo de transporte público, permitindo inclusive a concorrência entre empresas distintas que poderão atuar com novos métodos de pagamento e cobrança, alinhadas com tecnologia, informação e aplicativos inteligentes. Tudo conectado.
Eis algumas perguntas sem respostas e que precisamos discutir com urgência:
Por que a pessoa não pode comprar um bilhete de transporte em aplicativos, sites ou em bancas de jornal? Por que a pessoa não pode comprar um bilhete que lhe permita andar livremente durante um dia, semana ou mês? Por que as viagens não podem ser pagas via pix, cartão de crédito ou débito? Por que uma área da cidade com interesse social de habitação não pode ter uma tarifa diferenciada?